Judaísmo: como tudo começou

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    Atualmente o judaísmo tem cerca de 13 milhões de seguidores em todo o mundo e é a menor religião mundial. Mas o judaísmo é uma das religiões mais antigas do mundo e a primeira religião monoteísta, com a crença em um Deus eterno, criador soberano do universo e de tudo o que nele existe.

    O judaísmo é uma religião intimamente ligada à história, pois a história do povo hebreu, que é o povo judeu, é contada no Velho Testamento, a primeira parte da Bíblia Sagrada, que é o livro mais lido do mundo.

    A palavra “hebreu” foi usada para designar a família de Abraão quando eles atravessaram o rio Eufrates em direção a Canaã, pois a palavra deriva de uma raiz que significa “o outro lado”, nesse caso, do rio Eufrates . A palavra “judeu” deriva de Judéia, que é o nome de uma parte do antigo reino de Israel.

    A Bíblia conta que Deus fez um pacto com o povo judeu, tornando-o o povo escolhido desse Deus. Os que escrevam a Bíblia eram também judeus, assim poder-se-ia dizer que estes estariam escrevendo a história do seu próprio povo. Entretanto, eles não são considerados os verdadeiros autores da Bíblia, pois esta seria a expressão da vontade de Deus. É como se os escritores fossem meros intermediários que transcreveram as palavras de Deus para esta obra considerada sagrada.

    A história do judaísmo se confunde com a história da Bíblia, que se inicia com Adão e Eva sendo expulsos do Paraíso. Mais tarde, o mundo inteiro é destruído pelo dilúvio, salvando-se apenas a família de Noé e os pares de animais que ele salvou em sua arca. Histórias como as da destruição das cidades de Sodoma e Gomorra, a derrubada da Torre de Babel também fazem parte da história religiosa dos judeus.

    Um importante personagem da história dos judeus é Abraão, que, por volta de 1800 a.C. sai da cidade de Ur, no sul do Iraque, em busca de uma terra prometida chamada Canaã, influenciado por um anjo.

    Passam-se duas gerações de Abraão, quando seu neto Israel dá origem ao povo que vai levar seu nome: o povo de Israel. O nome foi dado por um anjo que Israel venceu e significa “aquele que venceu a Deus”. Entre os seus descendentes está Jacó, cujos doze filhos vêem a formar as doze tribos de Israel.

    Um dos filhos de Jacó é José, cuja história narra a trajetória dos israelitas no Egito, onde foram escravizados até o episodio das 10 pragas do Egito. Finalmente, Moisés os tira do jugo egípcio para viverem durante 40 anos no deserto, até que são levados a Canaã, a Terra Prometida. Durante a travessia no deserto, no Monte Sinai, Moisés recebe a Tábua dos 10 mandamentos, os quais deviam ser obedecidos pelo povo israelita.

    É neste momento que surge o monoteísmo, no qual os israelitas passam a reconhecer a existência de um único Deus, aquele que ditou os mandamentos a Moisés. Em troca, se tornariam o povo escolhido de Deus, recebendo ajuda deste, desde que cumprissem o acordo obedecendo às suas leis.

    Por volta de 1200 a.C, os israelitas conquistaram parte de Canaã e por muito tempo ali viveram, procurando respeitar as Leis de Deus.

    Bibliografia

    1. Coogan, Michael D. (org.). Religiões: história, tradições e fundamentos das principais crenças religiosas. Tradução de Graça Salles. São Paulo: Publifolha, 2007.
    2. Epstein, Isidore. Judaísmo. Lisboa: Ulisséia, 1959.
    3. Gaardner, Joisten; Hellern, Victor; Notaker, Henry. O livro das religiões. Tradução de Isa Mara Lando. São Paulo: Cia das Letras, 2000. ISBN 85-7164-994-4
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