A vida de um Sannyasin

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    Quando um indivíduo decide tornar-se um Sannyasin, é como se ele nascesse novamente. Ele rompe com o seu passado e se coloca à disposição da Existência ou de um Mestre para ser conduzido a um novo caminho, que privilegia a evolução em busca da pureza de sua essência.

    O sannyas é basicamente uma rebelião contra todas as estruturas […] é viver a vida de uma maneira não estruturada. (Osho)

    Osho diz que viver em sannyas é viver sem caráter, pois este é construído pelas crenças adquiridas no passado. Um sannyasin abandona suas crenças e passa a viver sem hábitos, sem condicionamentos, sem crenças. No entanto, o sannyasin é totalmente responsável, no sentido de que ele responde ao momento. A vida em sannyas faz com que o indivíduo aprenda a viver por sua essência, de acordo com as Leis do Universo, que são inerentes ao ser.

    O sannyas é uma espécie de desconstrução, de demolição de camadas e camadas de informação e conhecimento impregnados nos corpos sutis do indivíduo. Isso leva muito tempo. Essas camadas são as crenças, princípios, ética provenientes do meio externo que se fixam no indivíduo em forma de caráter, seja bom ou mau. Quanto menos crenças o indivíduo tiver, mais ele será capaz de viver por meio de sua essência, de sua intuição, por meio das Leis da Existência.

    Um homem de caráter é previsível, mas um sannyasin é imprevisível, porque ele é liberdade. Um sannyasin não é apenas livre, ele é liberdade. É uma rebelião viva. Vida basicamente significa que o novo é ainda possível.

    Quando o indivíduo se torna um Sannyasin, ele se inicia na liberdade, mas, com esta, vem também a responsabilidade porque então ele não tem mais onde se apoiar, a não ser em sua própria consciência. O Sannyasin aprende a viver em solitude. Não em solidão, no sentido perjorativo, mas de solitude, no sentido de estar bem consigo mesmo.

    O Sannyasin não é imoral, mas também não é moral, porque a moralidade é proveniente dos princípios e crenças imputadas pela sociedade no individuo. Um Sannyasin torna-se amoral, pois passa a agir pela sua consciência. E, com isso, tudo que ele faz está certo ou pelo menos, ele está a caminho do que é certo aos olhos da Existência, da Sabedoria e da Lei Divina do Amor.  pode-se dizer que ele tem uma moralidade maior a qual vem do interior e nunca de fora. Ele não permite imposições vindas de fora, porque estas tornam-no um escravo. Toda a sua dinâmica é guiada pela consciência, pelo seu ser que está intimamente ligado ao Eterno.

    Um Sannyasin é alguém cuidadoso consigo mesmo e, naturalmente, cuidadoso com todo mundo, porque ele não consegue ser feliz sozinho. Você só consegue ser feliz num mundo feliz, num ambiente feliz. Se todo mundo estiver chorando em prantos na miséria, será muito difícil para você estar feliz. Assim, se alguém é cuidadoso a respeito de sua própria felicidade, tornar-se-á cuidadoso a respeito da felicidade de todos, porque a felicidade somente acontece num ambiente feliz. Mas esse cuidado não é por causa de algum dogma. Ele existe porque você ama e o primeiro amor, naturalmente, é o amor para consigo mesmo. Em seguida vem o amor aos outros.

    Bibliografia

    1. Osho. A visão tântrica: discursos sobre as canções de Saraha. Tradução de Ma jivan Yogini.  São Paulo: Madras,  [s.d]. ISBN 8573742828
    2. Osho. The hearth sutra: discourse nº 10. Tradução de Swami Bodhi Champak. ©Suíça, Osho International Foundation.  Disponível em: http://www.oshobrasil.com.br/Texto_21.htm. Acesso em: 8 de setembro de 2010.
    3. Osho. Yoga: a ciência da alma. Tradução de Ma Samashti. São Paulo: Madras, [1974]. ISBN 8573742879
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