Categoria: Espiritismo

    Fundamentos do Espiritismo

    Segundo a visão espírita, os fenômenos mediúnicos são registrados em diversos lugares e épocas daHistória, desde a Antiguidade, sob diversas formas. Como exemplo dessa visão de realidade religiosa, refere-se:

    • a prática ancestral de culto aos antepassados, venerando-os ou rendendo-lhes homenagens por meio de diversos rituais;
    • na cultura judaico-cristã encontram-se registados no Antigo Testamento, nomeadamente a proibição deMoisés à prática da “consulta aos mortos” (evidência da crença judaica nessa possibilidade, uma vez que não se proíbe aquilo que não é praticado),[2] e, no Novo Testamento, a comunicação de Jesus com Moisés e Elias no Monte Tabor (Mt, 17:1-9).
    • na cultura da Grécia Antiga, a crença em que as almas dos mortos habitavam o submundo e que era possível entrar em contacto com eles, cuja referência mais conhecida encontra-se na Odisséia. AliHomero narra que Odisseu (Ulisses), rei de Ítaca realizou um ritual conforme indicações da feiticeiraCirce, logrando conversar com as almas de sua mãe, e dos seus companheiros que haviam perecido durante a Guerra de Tróia.
    • ainda na Grécia Antiga, registram-se os comentários de Platão sobre o “dáimon” ou gênio que acompanharia Sócrates. O mesmo Platão utiliza o termo anamnese (“Anamnesis“) na teoriaepistemológicapsicológica que desenvolve em seus diálogos MênonFédon (e em uma alusão emFedro), referindo-se a conhecimentos obtidos pela alma em vidas anteriores.
    • os povos Celtas acreditavam que os espíritos regressavam ao mundo dos vivos em certas ocasiões (“Samhain“), crença essa que se encontra na origem das populares festas de “halloween“.
    • na Idade Média, a persistência popular de crenças em superstições e amuletos para obter protecção.
    • na Idade Moderna, as narrativas sobre fantasmas e assombração de locais, ilustrada, por exemplo, pela peça de teatro Hamlet, em que o dramaturgo inglês William Shakespeare apresenta o fantasma do rei assassinado demandando vingança ao protagonista, seu filho.

    Os xamãs dos povos “primitivos” da ÁsiaOceania, também afirmam ter o dom de comunicação com o além. Entre a população nativa americana, apenas o xamã (feiticeiro) tinha o poder de comunicar com os deuses e espíritos, fazendo a mediação entre eles e os mortais. A principal função do xamã era a de assegurar a ajuda do mundo dos espíritos, incluindo o Espírito Supremo, para benefício da comunidade. Tal como os xamãs, os curandeiros na América Latina, são capazes de aceder ao mundo dos espíritos. A actuação a este nível, envolve não só o uso de orações, mas também a consulta de guias espirituais ou espíritos superiores.

    Actualmente é comum adotar-se a data de 31 de março de 1848, início do fenómeno das Irmãs Fox (ainda que anos mais tarde tenham confessado a fraude e, posteriormente, desmentido a confissão), como marco inicial das modernas manifestações mediúnicas, quando se inicia uma fase de manifestações mais ostensivas[nb 1] e freqüentes do que jamais ocorrera, particularmente nos Estados Unidos da América e na Europa,[nb 2] o que levou muitos pesquisadores a se debruçarem sobre tais fenômenos.

    Entre esses pesquisadores destacou-se o professor Hippolyte Léon Denizard Rivail, que mais tarde, sob o pseudônimo de Allan Kardec, com base em uma série de relatos psicografados, publicou O Livro dos Espíritos.

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    Fundamentos do Espiritismo

    Segundo a visão espírita, os fenômenos mediúnicos são registrados em diversos lugares e épocas daHistória, desde a Antiguidade, sob diversas formas. Como exemplo dessa visão de realidade religiosa, refere-se:

    • a prática ancestral de culto aos antepassados, venerando-os ou rendendo-lhes homenagens por meio de diversos rituais;
    • na cultura judaico-cristã encontram-se registados no Antigo Testamento, nomeadamente a proibição deMoisés à prática da “consulta aos mortos” (evidência da crença judaica nessa possibilidade, uma vez que não se proíbe aquilo que não é praticado),[2] e, no Novo Testamento, a comunicação de Jesus com Moisés e Elias no Monte Tabor (Mt, 17:1-9).
    • na cultura da Grécia Antiga, a crença em que as almas dos mortos habitavam o submundo e que era possível entrar em contacto com eles, cuja referência mais conhecida encontra-se na Odisséia. AliHomero narra que Odisseu (Ulisses), rei de Ítaca realizou um ritual conforme indicações da feiticeiraCirce, logrando conversar com as almas de sua mãe, e dos seus companheiros que haviam perecido durante a Guerra de Tróia.
    • ainda na Grécia Antiga, registram-se os comentários de Platão sobre o “dáimon” ou gênio que acompanharia Sócrates. O mesmo Platão utiliza o termo anamnese (“Anamnesis“) na teoriaepistemológicapsicológica que desenvolve em seus diálogos MênonFédon (e em uma alusão emFedro), referindo-se a conhecimentos obtidos pela alma em vidas anteriores.
    • os povos Celtas acreditavam que os espíritos regressavam ao mundo dos vivos em certas ocasiões (“Samhain“), crença essa que se encontra na origem das populares festas de “halloween“.
    • na Idade Média, a persistência popular de crenças em superstições e amuletos para obter protecção.
    • na Idade Moderna, as narrativas sobre fantasmas e assombração de locais, ilustrada, por exemplo, pela peça de teatro Hamlet, em que o dramaturgo inglês William Shakespeare apresenta o fantasma do rei assassinado demandando vingança ao protagonista, seu filho.

    Os xamãs dos povos “primitivos” da ÁsiaOceania, também afirmam ter o dom de comunicação com o além. Entre a população nativa americana, apenas o xamã (feiticeiro) tinha o poder de comunicar com os deuses e espíritos, fazendo a mediação entre eles e os mortais. A principal função do xamã era a de assegurar a ajuda do mundo dos espíritos, incluindo o Espírito Supremo, para benefício da comunidade. Tal como os xamãs, os curandeiros na América Latina, são capazes de aceder ao mundo dos espíritos. A actuação a este nível, envolve não só o uso de orações, mas também a consulta de guias espirituais ou espíritos superiores.

    Actualmente é comum adotar-se a data de 31 de março de 1848, início do fenómeno das Irmãs Fox (ainda que anos mais tarde tenham confessado a fraude e, posteriormente, desmentido a confissão), como marco inicial das modernas manifestações mediúnicas, quando se inicia uma fase de manifestações mais ostensivas[nb 1] e freqüentes do que jamais ocorrera, particularmente nos Estados Unidos da América e na Europa,[nb 2] o que levou muitos pesquisadores a se debruçarem sobre tais fenômenos.

    Entre esses pesquisadores destacou-se o professor Hippolyte Léon Denizard Rivail, que mais tarde, sob o pseudônimo de Allan Kardec, com base em uma série de relatos psicografados, publicou O Livro dos Espíritos.

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